O MosquiTTo no Mali – Editorial

"Click" para ler/ver o editorial completo..!Acabou! A viagem aventura que demorou mais de um ano a preparar,  acabou. Fica o sentimento agradável de ter estado em países de gentes fantásticas.

A longa estrada do atlântico sempre monótona mas incrivelmente  bela e única.
Os caprichos da informação geral mas actualizada a transmitir para quem deseja acompanhar a aventura.

A pista do comboio mais longo do mundo e a pista de Choum até Atar, que os mapas apelidam de RN1 (Estrada Nacional 1),  verdadeiro suplicio para as suspensões com a “chapa ondulada” mais demolidora que já conheci. As primeiras reparações de furos e avarias.


A pista para Tidjikja e os enganos, propositados ou não, que nos levam a falhar o oásis de Rachid, Os atrasos começam…

A pista de Nema. A temida pista de Nema que infunde respeito pelo isolamento a que somos votados durante 5 dias. O almoço em Oualata e o encontro com uma portuguesa, residente na Mauritânia. A pista de Oualata a Nema, verdadeiro hino à condução rápida por entre pistas cheias de pó e acácias sempre no sitio errado. A satisfação de termos vencido o Sahara e estarmos já no Sahel.

Já no Mali, a caminho de Tombouctou, a pressão acentua-se. Ora são as luzes, ora é a musica que pode despertar o inimigo,  leia-se bandidos, sempre prontos a assaltarem-nos. A extorsão começa a ter contornos estranhos e inimagináveis. A cidade mítica de gentes de azul. A cerveja fresca. O rio Niger e a quase tragédia de um camião sem travões.

O país Dogon e a pressão turística. Tudo se vende, até as fotos.  As aldeias na falésia, os pigmeus e os crocodilos.

Bamako e a cidade poluída de transito caótico, montados numa pick up a substituir um táxi. O mercado negro da compra de moeda  sob as luzes de uma viatura. O Blá Blá Club e o Eden Club, musica e ritmos africanos.


A pista para Kiffa. Pista na floresta, agora amarela e seca. A divisão do grupo e o reencontro nas margens do rio Senegal onde seios roliços cuidam de um dia-a-dia sempre igual. Os hipopótamos no meio do rio e os macacos aos saltos. A pressão aumenta e a discussão surge despropositada!

Nouadhibou e a pista da praia, onde colocamos ao abrigo da ondas uma viatura que sofrera uma avaria. Grande espirito de camaradagem tinham estes franceses que comiam umas latas de sardinha, enquanto se divertiam na reparação de um “carter” amolgado por uma pedra. As espanholas que iam até à Gâmbia com um guia muito pouco sério.

A noite dormida na “terra de ninguém” enquanto jantávamos peixe,  grelhado numa chapa arranjada no momento.

O regresso e o pneu do “moscardo” que rebenta. O resgate da moto é feito de ambulância. É mais rápido, assegura o mecânico…Os australianos que compram uma Ford Transit no Reino Unido para venderem nem eles sabem onde.

É Africa, sempre bela, imprevisível, mas apaixonante!

António Magalhães
( Fev. 2005)

Nota do webmaster: Fotos colocadas de forma aleatória, não contextualizada!

A. Oliveira
(1.03.2005)